Bastante gente vem me perguntar o que eu penso sobre o Google+, se ele vai vingar, se ele vai matar o Facebook e coisas do gênero, então decidi fazer um post. Quando alguém perguntar, peço pro pessoal vir pra cá. Só lembrando que este é o ponto de vista de um programador de interface. Eu não me importo com o modelo de negócio, desde que me entreguem um produto que eu sinta prazer em usar.

Em uma tarde em que eu estava super atarefado, soube que o Google havia lançado algo novo. Confesso que os últimos lançamentos do Google me decepcionaram um pouco, mas mesmo assim eu conseguia tirar algo de bom deles. O Google Wave, considerado um grande fiasco, pra mim foi algo genial. A tecnologia “instantânea” inspirou muita gente a fazer muito, meio que no sentido “Google, olha como você poderia ter usado isso”, pena que ele não tinha muito sentido para mais de dois ou três usos.

Voltando para o assunto; acessei o Google+ pela primeira vez, ele pediu gentilmente se eu gostaria de linkar o Picasa com ele. Deixei, queria ter a experiência completa.

Já de cara fui ver o Sparkles, notei que poderia ser algo muito bom, mas não no formato atual. Não é algo que tenho usado muito (e não vejo muita gente compartilhar conteúdo dele), então vou esperar alguma evolução que deixe a feature mais atrativa.

Hangout, ah o Hangout. O meu primeiro Hangout foi algo que de meixou maravilhado. Sabia que não podia tirar aquilo que eu estava passando como realidade, por eu estar completamente maravilhado. O que vi muitos sites e muita gente reclamando, o corte pra quem está falando, pra mim foi uma qualidade maravilhosa. Em uma conversa com 6 ou 7 pessoas, quando alguém fala, você mexe sua cabeça pra prestar atenção em quem está com a palavra, certo? Em uma entrevista na TV, o foco fica sempre em quem está falando, certo? É isso que ele faz. Ele mexe a sua cabeça pra você. Em todo caso, se você não gostar, basta clicar no Thumbnail que quiser (inclusive o seu) pra ver fixamente quem você bem entender. Em meu trabalho fizemos até uma “call” com fornecedores de Minas Gerais via Hangout. Funcionou perfeitamente.

Mas, na minha opinião, o “pulo do gato” está no Circles. A maneira de se administrar as amizades é fantástica e simples. É uma mistura de conceitos de como funciona hoje no twitter, com a não-necessidade de ser recíproco. Você pode querer ver o conteúdo público de uma pessoa, mas a pessoa pode não querer que você veja o que ela compartilha com sua família e amigos. Três círculos foram usados no exemplo: Público, Família e Amigos. É fantástico e cultiva a privacidade tão buscada (e não encontrada, diga-se de passagem) no Facebook.

A interface é polida, muito bem resolvida. Os elementos estão dispostos de uma maneira que lembra, de certa forma, o Facebook. Mas é algo que funciona, que faz sentido. Seria errado se tivessem se inspirado em algo que não funciona. Os ícones, botões, links, imagens, comportamentos em eventos são impecáveis. O indicador de “post selecionado” (aquela borda azul do lado esquerdo do post) é ótima. Tudo pensado em detalhes. Uma inveja saudável do trabalho executado ali :)

Fiz a tradução de um guia para iniciantes do Google+. Trata-se de um álbum público no Google+ no meu perfíl, que pode ser navegado via mouse ou setas do teclado.

Você pode me adicionar em seu círculo através do meu perfíl.

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