Depois de anos usando o TextMate, decidi olhar para outro editor. Tenho notado muita gente falando coisas muito boas sobre o Sublime Text 2. Foi então que comecei a dar atenção a este que hoje é meu principal editor. O TextMate estava bom, supria minhas necessidades. Estava afinado pro que eu preciso, com meus snippets e customs. Mas foi então que assisti a um vídeo/post do Andrey Tarantsov sobre o workflow usado por ele que me impressionou. Procurando mais informações, fiquei ainda mais impressionado e são estes fatores que irei dizer agora.

O que eu tinha

Eu usava o TextMate. Paguei €39 na época e é o mesmo preço até hoje. Isso da ~R$90,00. Eu tinha vários snippets com templates comuns que eu usava com alguma frequência. Fora customizações de fonte, espaçamento, linguagens e tudo mais. Mas havia um porém: sempre que eu atualizava algo em casa, não se propagava pro trabalho. Quando troquei meu computador e instalei tudo do zero, até hoje ficou um pouco diferente. Sei que existem maneiras de migrar tudo, mas na troca do computador eu queria começar tudo do zero em termos de instalação. Não queria que nada viesse “herdado”. Sem lógica, mas foi uma coisa minha.

O que me atraiu

Vendo o vídeo citado acima e algumas outras demos/vídeos/páginas falando sobre o editor, resolvi dar uma chance. Baixei o trial.

Tenho uma certa resistência com coisas novas, que podem substituir elementos do meu dia-a-dia, da minha rotina. Usei ele por um dia e tinha certeza que era isso que eu queria.

O fato de eu poder configurar tudo em um arquivo JSON-like é fantástico. E ele separa configurações do seu “core” e as personalizações que eu quero. Exemplo: ele usa como padrão 4 espaços para tabulações, mas eu gosto de 2. Ao invés de alterar uma configuração do editor, eu digo pro editor como eu gosto, sem mudar nada do padrão dele. Como se fosse um “user profile”. E isso funciona com tudo, de preferências do sistema até atalhos de teclado, passando por snippets, plugins e o que mais precisar.

Ele também tem uma feature ótima chamada “minimap”. Trata-se de uma miniatura do seu documento inteiro, que fica “fixed”, do lado direito. Ao lado da barra de rolagem (e também funciona como tal). Por ele você pode identificar “chuncks” de código num mero bater de olho.

A navegação dentro dos arquivos também é prazerosa. Você pode fazer a navegação no CSS, por exemplo, por elementos, apertando CMD+R e navegando em um “combo box” que se abre no topo do documento. Fácil assim.

Como uso hoje

Sublime Workspace A foto acima ilustra mostra como é meu workspace hoje no trabalho.

  • iMac 21.5” (1920 x 1080)
  • Dual Screen: Dell 17” vertical (1024 x 1280)

Como navegador de desenvolvimento, uso Chrome Stable, testando sempre com Chrome Canary, Opera, Opera Next, Opera Mobile, Firefox, Mozilla Aurora, Safari e WebKit Nightly e Internet Explorer 8 (+ compat. mode 7). Além de testar em iOS 5.1 e Android ICS.

O meu arquivo de preferências pessoais ainda é pequeno, mas o interessante é que no diretório do Sublime, eu deixei um link simbólico para o arquivo, que fica no Dropbox. Assim as alterações que faço aqui, se propagam para o editor de casa e vice-versa.

Meu arquivo de configurações pessoas, por exemplo, notem a simplicidade:

{
    "color_scheme": "Packages/Color Scheme - Default/Solarized (Dark).tmTheme",
    "draw_white_space": "all",
    "font_size": 15.0,
    "tab_size": 2,
    "find_selected_text": true,
    "word_wrap": false
}

Se você quiser alguns links com referências sobre o Sublime, recomendo que siga minha tag no Delicious. Ainda tem pouca coisa, mas garanto que o que tem é extremamente útil.

Em tempo, preço que paguei pelo Sublime foi de US$ 59,00 (~R$105). Preço compatível com o do TextMate e acho que vale a pena depois de testar.