Acabou.

Chris Mills - Mozilla

Começo o post de uma maneira estranha, mas juro que quase não consegui ficar em pé quando eu, Jaydson e Felipe anunciamos que a BrazilJS de 2014 acabou.

Esse foi o primeiro ano que participei efetivamente da organização, e quando a gente já estava na metade do caminho, o Jaydson e Felipe me convidaram pra apresentar o evento. E esse tipo de convite a gente não nega. Primeiro a gente aceita e, depois de tudo acontecer, a gente decide se estava preparado ou não.

A lista de participantes era algo que não deveu nada pra nenhum outro evento já realizado no mundo todo (como sempre foi, desde a primeira edição):

  • Renato Mangini
  • Chris Miller
  • Nick Desaulniers
  • Jörn Zaefferer
  • Chris Mills
  • Mauricio Wolff
  • Eduardo Lundgren
  • Guillermo Rauch
  • Jacob Page
  • Ricardo Tomasi
  • Jonathan Sampson
  • Rob Dodson
  • Leonardo Balter
  • Miller Medeiros
  • Yehuda Katz
  • Ricardo Cabello (mr. doob)

Um pouco do que aconteceu (comigo)

Contei essa história pra umas três pessoas, mas acho justo postar aqui também, pra quem acha que é algo fácil apresentar um evento desse.

Tem essa coisa que a galera diz de energia, que eu consegui explicar de uma maneira bem prática.

O primeiro dia

Alguns diriam assim:

Nossa, apresentar um evento pra aproximadamente mil pessoas suga muito da gente. Nossa energia é drenada pela platéia.

Eu coloco da seguinte maneira:

Você se cobra muito pra tentar ser impecável na frente de quase mil pessoas. Não é a platéia que te suga, é você que se doa.

E foi isso, eu tentava ao máximo fazer o melhor. Ao apresentar o primeiro palestrante, o queridíssimo Mangini, logo após o anunciar, corri pra trás do palco e fiquei pensando de tudo. TUDO. Andei quase 30 minutos sem parar de um lado pro outro, até que uma pessoa dos bastidores disse:

Bah, acalma-te guri. Tu vai ter um negócio no coração.

Mal sabia ele que eu tinha congelado (minhas mãos estavam ultra frias); depois comecei a suar; depois congelei novamente; depois suei novamente. E foi assim até ele me parar.

Minha boca estava seca, eu comecei a pedir água feito louco pra alguém (fiquei com um rádio um tempo todo pra ajudar a coordenar os horários). Enfim, sobrevivi ao primeiro, depois tudo fluiu bem (tenso, mas bem).

Também, no primeiro dia, fiz bastante brincadeiras com o Zeno, sei que ele não fica bravo com esse tipo de coisa, mas no final do dia — quando terminou tudo — pensei: acho que errei a mão na quantidade. Até falei com ele no final da noite que no segundo dia nem tocaria no nome dele. Quase consegui 😬

O segundo dia

Trânsito. Muito trânsito. Eu tinha certeza que não ia conseguir chegar a tempo para o início do evento (mais sobre isso em pontualidade), então já avisei o Felipe e Jaydson pra começarem sem mim, caso desse 9:25am e eu ainda não estivesse no palco. Corri e pisei lá 9:23am, ainda um pouco ofegante.

Depois disso foi batata. Fiz menos brincadeiras, fingi estar mais seguro até eu realmente me sentir mais seguro (faço isso sempre. finjo que sou algo até realmente me tornar aquilo. Me julguem!), e a vida seguiu.

Imprevistos no almoço, correria, tensão e, quando percebí, estava quase chorando na apresentação do mr. doob com o que ele fez no palco. Com sua humildade, simplicidade e mente brilhante. Queime seus ídolos.

Mudanças no Formato

Esse ano sugeri algumas mudanças no nosso formato, usando referências que, na minha opinião, deram bem certo em outros eventos, como:

  • Reduzir o tempo de palestra para 45 minutos;
  • Retirar as perguntas do final das palestras;
    • Encorajar os participantes a abordarem os palestrantes durante o evento, e tirar suas dúvidas com eles.

Mas agora, como primeiro ano diretamente envolvido na organização, e depois de ir em vários eventos por aí, acredito que vou conseguir sugerir e implementar ainda mais melhorias.

Pontualidade

O meu maior objetivo pessoal foi esse: pontualidade. Tentei desde antes do começo do evento coordenar os horários e fazer o máximo pra que tivéssemos um evento pontual.

Confesso que tenho problemas com a falta de pontualidade, e tive isso como um desafio que foi cumprido. Não fomos prejudicados por atraso em nenhum momento, e isso só foi possível com a ajuda da equipe toda - que foi extremamente dedicada, dos palestrantes - que foram maravilhosos do começo ao fim, e de todos os envolvidos na organização.

Organização, palestrantes e comunidade

Moral da história

Um grande obrigado a todos que foram, a todos que apoiaram direta ou indiretamente, aos patrocinadores, aos palestrantes e caso você não pode participar, eu não perderia 2015 por nada.

Pelo que o pessoal tá falando por aí, foi a melhor edição da BrazilJS (ou uma das) até agora. E vocês não perdem por esperar por 2015 😉